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This is the end

20° março, 2010
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esse é meu texto de despedida.
O blog se iniciou na campanha presidencial anterior, e decorre o 4º ano.
Não vou excluir o blog porque vários textos aqui, e somente aqui, residem.
Por momentos políticos, críticos, culturais, esportivos, pessoais e artísticos passei aqui.
A condensação se resume a “quem planta boas semente colhe bons frutos”, mas isso não se aplica a qualquer transgênico, cuidado.

This is the end
My only friend, the end
Of our elaborate plans, the end
Of everything that stands, the end
No safety or surprise, the end
- The Doors

O perigo do futuro

14° março, 2010

É uma coisa inventada, da mente. Por conceito, estatística ou intuição, é fruto da imaginação.
Mas é tão real quanto o passado na memória (este sim, são fatos).
Como é difícil não enxergar o futuro. Pensar no futuro (e é só isso que se pode fazer com ele) e enxergar interrogações, ou um preto infinito. É difícil.
Não ver o futuro tira a esperança. Esperança de vencer, de chegar, de ocorrer, de ser.
Sem esperança, como se motivar? Não se sabe onde vai chegar, nem onde se pretende chegar, muito menos como chegar. E o que se faz, então, com o presente?
É difícil.
Só não é pior pelas coisas que se repetem. Essas sim, estão na memória, são bem conhecidas, finalizadas, e por assim ser dão uma motivação de conseguir realizá-las novamente.
Se ater ao conhecido é um caminho. Funciona.
Mas que droga! A vida não é uma repetição! Que bom que não é, mas que droga neste momento…
Cuidado com o futuro. Ele te prende. Prende seu presente.

Há quem diga que é o divino que acende a luz e indica o caminho para o futuro.

Tão inexplicável, é realmente aceitável acreditar nisso. Ser ateu é meio que se ater. O contrário é (uma das) forma(s) de expansão.

Alegria sem pé nem cabeça.

2° março, 2010
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Mais um dessas noites já acumuladas, as idéias vão aparecendo, inconscientemente sendo construídas.
E como após a respiração trancada, o dedo no gatilho, a visão que por infinitos milésimos observou tudo ao redor e toda a trajetória, o desfecho é um tiro. Simples assim.

Não te encontrar para conversarmos me fez te conhecer melhor.
O silêncio aumenta o volume da sua voz, suave.
Fecho os olhos, reconheço a insônia e reconheço a imagem, vejo-a inteira.
A ausência provoca o tato, faz sentir o abraço.
É uma noite em que se passam vários dias.
Sonhos conscientes, misturam as verdadeiras memórias e lembranças inventadas.
Repito as palavras, crio um momento. Lembro do abraço, invento o beijo.

Quando você voltar eu nem sei o que vou fazer, o que vou dizer.
.
Vou deixar rolar.

E a saudade não faz senão felicitar. Jamais pense na tristeza futura. Alegre-se com o melhor de hoje e de ontem e apenas busque o melhor para amanhã. E nunca se esqueça do hoje.

[recomendações de quem se decepciona e espera o pior]

É um ajuste fino

25° fevereiro, 2010

Quem nos controla?
A mente, eu digo.

Faz viver e faz morrer.
Faz acontecer e faz desistir.
Como acompanhar a bola caindo se são seus olhos que caem de sono?
Como fazer contas quando essa avaliação é um faz de contas?
Como deixar fluir a criatividade se o trânsito te impede de fluir?
E a barriga vazia das crianças no jornal só servem para tirar sua fome.
Carregar muitas pessoas é prova de força. Mas a responsabilidade só faz as pernas cederem.
Se não há um próximo corredor, de nada adianta passar o bastão.
A linha de chegada fica tão longe quanto a linha do horizonte. E você desacelera antes da segunda etapa.

Piscar os olhos. Limpar as córneas.
Todos os planos estão em seu campo de visão, mas todos se embaçam quando um deles você focar.

O calor está flutuando no céu, constante, mas o vento lhe tateia ainda mais.
As duas mãos ocupadas, trabalhando, e mesmo assim os ouvidos ouvem a música nitidamente.
Quando as costas se curvam para o cansaço, é o braço amigo que você sente te levantando.
O mundo parece parado. Até que que uma dança te pegue e nunca mais te deixe parar.
Você está sozinho. Até que resolva enxergar os outros.

E se meus textos fossem retrabalhados?

Seriam a sobreposição de 2 focos.

A pequenez da ambição / a grandeza da fartura

21° fevereiro, 2010

Trecho (só 2 páginas) de A Paixão Segundo G.H. – Clarice Lispector:

[...]

E eu tenho. Eu sempre terei. É só precisar, que eu tenho. Precisar não acaba nunca pois precisar é a inerência de meu neutro. Aquilo que eu fizer do pedido e da carência esta será a vida que terei feito de minha vida. Não se colocar em face da esperança não é a destruição do pedido! e não é abster-se da carência. Ah, é aumentá-la, é aumentar infinitamente o pedido que nasce da carência.Não é para nós que o leite da vaca brota, mas nós o bebemos. A flor não foi feita para ser olhada por nós nem para que sintamos o seu cheiro, e nós a olhamos e cheiramos. A Via-Láctea não existe para que saibamos da existência dela, mas nós sabemos. E nós sabemos Deus. E o que precisamos Dele, extraímos. (Não sei o que chamo de Deus, mas assim pode ser chamado.) Se só sabemos muito pouco de Deus, é porque precisamos pouco: só temos Dele o que fatalmente nos basta, só temos de Deus o que cabe em nós. (A nostalgia não é do Deus que nos falta, é a nostalgia de nós mesmos que não somos bastante; sentimos falta de nossa grandeza impossível – minha atualidade inalcançável é o meu paraíso perdido.)Sofremos por ter tão pouca fome, embora nossa pequena fome já dê para sentirmos uma profunda falta do prazer que teríamos se fôssemos de fome maior. O leite a gente só bebe o quanto basta ao corpo, e da flor só vemos até onde vão os olhos e a sua saciedade rasa. Quanto mais precisarmos, mais Deus existe. Quanto mais pudermos, mais Deus teremos.Ele deixa. (Ele não nasceu para nós, nem nós nascemos para Ele, nós e Ele somos ao mesmo tempo.) Ele está ininterruptamente ocupado em ser, assim como todas as coisas estão sendo, mas Ele não impede que a gente se junte a Ele e, com Ele, fique ocupado em ser, numa intertroca tão fluida e constante – como a de viver. Ele, por exemplo, Ele nos usa totalmente porque não há nada em cada um de nós de que Ele, cuja necessidade é absolutamente infinita, não precise. Ele nos usa, e não impede que a gente faça uso Dele. O minério que está na terra não é responsável por não ser usado.Nós somos muito atrasados, e não temos idéia de como aproveitar Deus numa intertroca – como se ainda não tivéssemos descoberto que o leite se bebe. Daí a alguns séculos ou daí a alguns minutos talvez digamos espantados: e dizer que Deus sempre esteve! quem esteve pouco fui eu – assim como diríamos do petróleo de que a gente finalmente precisou a ponto de saber como tirá-lo da terra, assim como um dia lamentaremos os que morreram de câncer sem usar o remédio que está. Certamente ainda não precisamos não morrer de câncer. Tudo está. (Talvez seres de outro planeta já saibam das coisas e vivam numa intertroca para eles natural; para nós, por enquanto, a intertroca seria “santidade” e perturbaria completamente a nossa vida.)O leite da vaca, nós o bebemos. E se a vaca não deixa, usamos de violência. (Na vida e na morte tudo é lícito, viver é sempre questão de vida-e-morte.) Com Deus a gente também pode abrir caminho pela violência. Ele mesmo, quando precisa mais especialmente de um de nós, Ele nos escolhe e nos violenta.Só que minha violência para com Deus tem que ser comigo mesma. Tenho que me violentar para precisar mais. Para que eu me torne tão desesperadamente maior que eu fique vazia e necessitada. Assim terei tocado na raiz do precisar. O grande vazio em mim será o meu lugar de existir; minha pobreza extrema será uma grande vontade. Tenho que me violentar até não ter nada, e precisar de tudo; quando eu precisar, então eu terei, porque sei que é de justiça dar mais a quem pede mais, minha exigência é o meu tamanho, meu vazio é a minha medida. Também se pode violentar Deus diretamente, através de um amor cheio de raiva.E Ele compreenderá que essa nossa avidez colérica e assassina é na verdade a nossa cólera sagrada e vital, a nossa tentativa de violentação de nós mesmos, a tentativa de comer mais do que podemos para aumentarmos artificialmente a nossa fome – na exigência de vida tudo é lícito, mesmo o artificial, e o artificial é às vezes o grande sacrifício que se faz para se ter o essencial.Mas, já que somos pouco e, portanto só precisamos de pouco, por que então não nos basta o pouco? É que adivinhamos o prazer. Como cegos que tateiam, nós pressentimos o intenso prazer de viver.E se pressentimos, é também porque nós nos sentimos inquietamente usados por Deus, sentimos inquietantemente que estamos sendo usados com um prazer intenso e ininterrupto – aliás, a nossa salvação por enquanto tem sido a de pelo menos sermos usados, não somos inúteis, somos intensamente aproveitados por Deus; corpo e alma e vida são para isso: para a intertroca e o êxtase de alguém. Inquietos, sentimos que estamos sendo usados a cada instante – mas isso acorda em nós o inquietante desejo de também usar.E Ele não só deixa, como necessita ser usado, ser usado é um modo de ser compreendido. (Em todas as religiões Deus exige ser amado.) Para termos, falta-nos apenas precisar. Precisar é sempre o momento supremo. Assim como a mais arriscada alegria entre um homem e uma mulher vem quando a grandeza de precisar é tanta que se sente em agonia e espanto: sem ti eu não poderia viver. A revelação do amor é uma revelação de carência – bem-aventurados os pobres de espírito porque deles é o dilacerante reino da vida.Se abandono a esperança, estou celebrando a minha carência, e esta é a maior gravidade do viver. E, porque assumi a minha falta, então a vida está à mão. Muitos foram os que abandonaram tudo o que tinham, e foram em busca da fome maior.Ah perdi a timidez: Deus já é. Nós já fomos anunciados, e foi a minha própria vida errada quem me anunciou para a certa. A beatitude é o prazer contínuo da coisa, o processo da coisa é feito de prazer e de contato com aquilo de que se precisa gradualmente mais. Toda a minha luta fraudulenta vinha de eu não querer assumir a promessa que se cumpre: eu não queria a realidade.Pois ser real é assumir a própria promessa: assumir a própria inocência e retomar o gosto do qual nunca se teve consciência: o gosto do vivo. [...]

O título do Post é meu. Não encontrei substantivos melhores pois meu vocabulário ainda é restrito.

Continuo numa febre de Clarice, e nem sei se incentivo, quem gostou desse trecho, a ler este livro. Melhor começar com os de contos. Mais curtos, mais entendíveis. Clarice é complicada, não vou omitir, mas explicar aquilo que existe, o neutro, é tão difícil.

Boa noite.

uma …

21° fevereiro, 2010

como dizer?

o que não tem nome

se tem nome, tem definição

se tem definição, tem explicação

e isso não tem

é uma mistura de coisas que tem nome

alegria, nervosismo, perdição,

carinho, medo, diversão,

paz, esperança, exagero,

conforto, calma, cheiro…

não tendo palavras, me calo

tenho o que dizer, não sei como dizer,

e me calo

sabe quando te dizem um enigma,

e bate a curiosidade, se junta com a dificuldade,

e aquilo não termina?

sabe uma bela paisagem,

que aumenta os olhos, rouba a visão,

preenche o tempo sem uma única ação?

se lembra do presente recebido,

num dia que não era o seu,

exatamente aquela coisa que queria,

o espanto e o furor?

já uniu tudo isso numa só coisa?

a careta, o sorriso, a dúvida, o raciocínio e a entrega?

como dar um nome?

é tão sem explicações como uma mágica.

Chamá-la-ei assim, pois: uma mágica.

Uma não, pois não é delimitada.

: Mágica

Clarice Lispector

31° janeiro, 2010

Já escrevi sobre Clarice Lispector e retorno ao assunto.

Com suas personagens femininas muito pensamentes, ela não ouviu o Bom Conselho de Chico Buarque, ou resolveu ser tradicional e pensar 2 vezes antes de agir.

Tentar se descobrir deve ser algo comum a todos. Como viver, por que viver, para quem viver… Todos têm uma ponta de curiosidade, e ninguém descobre nunca \o/

Comigo, ler Clarice está sendo um atalho à essa busca, que na verdade é uma aventura. Busca algo desconhecido. Como diz uma música dos Titãs “A Melhor Forma” – “As idéias estão no chão, você tropeça e acha a solução”. Você nem sabe o que procura, mas a tal coisa está lá, e pode ser que você encontre.
Estou maravilhado e fissurado. Preso em liberdade. É uma busca incessante em se perder. Estou entendendo, justamente, que não estou entendendo, mas não desisto de entender.

Como no blog da Mariana ( Circulos psicodélicos), ela sugere Dan Brown, e até me convenceu! Mas estou numa empolgação tão grande em ler Clarice que não vou me desviar. Não vou parar até que eu pare.
É um pare dinâmico que pode ser por cansaço, exaustão ou falta de opção. Por opção eu não paro, é isso.

Então, sugiro que leiam!

Dica: a sintaxe dela é bizarra hehe demora um tempo a se acostumar, DEPENDENDO do livro que você pegar. Comece com um livro de contos como Felicidade Clandestina. É ótimo e é muito mais “entendível”.

;)

Danke, mi amiga que insiste en sugerir-me los libros, “Holz”.

Não entender.

22° janeiro, 2010

Não vou tentar dizer com minhas palavras o que Clarice Lispector, em  O Livro dos Prazeres, disse com seu jeito sucintamente complicado de dizer as coisas.

Mas não é complicado. É só diferente.

->

“Não entender” era tão vasto que ultrapassava qualquer entender —
entender era sempre limitado. Mas não-entender não tinha fronteiras e levava ao infinito,
ao Deus. Não era um não-entender como um simples de espírito. O bom era ter uma
inteligência e não entender. Era uma bênção estranha como a de ter loucura sem ser
doida. Era um desinteresse manso em relação às coisas ditas do intelecto, uma doçura de
estupidez.
Mas de vez em quando vinha a inquietação insuportável: queria entender o
bastante para pelo menos ter mais consciência daquilo que ela não entendia. Embora no
fundo não quisesse compreender. Sabia que aquilo era impossível e todas as vezes que
pensara que se compreendera era por ter compreendido errado. Compreender era
sempre um erro — preferia a largueza tão ampla e livre e sem erros que era não-entender.
Era ruim, mas pelo menos se sabia que se estava em plena condição humana.

Pulem este Post. É serio!

21° janeiro, 2010

este post é para não ser lido. Pule.


O que digo aqui precisa ser dito. Mas não interessa a ninguém, é sobre alguém, mas não lhe deve ser interessante.
Só a mim interessa, e interessa expelir, eternar, gritar, vomitar e me livrar.

Eu sei, é um doce te amar, o amargo é querer-te pra mim.
E eu passei a te querer. Um egoísmo.
Nem é querer-te só para mim, mas também.
Sabe que não sou de dizer as coisas sem pensar, sabes que não ouso falar algo sem ter certeza. Não diria algo que pudesse ser mera empolgação momentânea.
Eu digo: eu te amo.
Se tenho certeza? Não. Não tenho certeza de mais nada. Só sei (ou seja, sinto) que nunca houve alguém como você. Ninguém me tocou como você, ninguém fez efeito, me deu insônia, me completou.
Sabe como você me completou? Tirando-me dos eixos, negando o que eu pensei saber, dando informações novas e me deixando completamente perdido!
Sou novo! Fui apagado, e você me completou.
Não será só sentir. Eu quero fazer. Eu quero ler um livro todo em seu olhar. Eu quero estar na sua frente pra qualquer perigo e ao seu lado pra toda aventura. Eu quero querer! Quão amplo é isso!
Pouca coisa me importa agora. Eu só quero atingir meu melhor naquilo que lhe for útil ou agradável. O resto? Não importa.
É difícil, tenho resquícios da antiga pessoa que me habitava. Tenho anseios e hesitações, bloqueios ainda. E prevejo: não terei nenhum!
Seria estranho saber que o que eu era eu não sou mais e um novo alguém surge a cada dia? Tem que ter coragem. Essa tal que eu nunca tive….
Calmae! “Eu” quem? Eu não existia! Eu sou novo! Você me fez recentemente, e com coragem!
Terei coragem para dizer, tentar, arriscar, perder, cair, errar e em pé de novo continuar. Cada dia melhor.

Seria mais fácil continuar quem eu era. Seria fácil ser apenas “eu”, apenas “um”. É tão simples. Faz o que quer como quer a hora que quer. Não precisa mudar, não precisa arriscar, não precisa descobrir. Não quero mais isso, simplesmente não me interessa mais.

Já não sigo uma linha de pensamento. Já não sei quem me ouve. Ainda terei um bom português e vou lhe explicar tintin por tintin. E com o olhar, como você faz, e como só você entende.

Eu GRIDO!

20° janeiro, 2010

Como na internet os computadores trocam dados,e  seu computador pode estar fazendo cálculos para uma pesquisa importante, como a cura do Câncer! Incrível? SIM! Impossível? Não!

Já sei, de alguns anos, que grandes centros de pesquisa utilizam a internet para ajudar seus desenvolvimentos. Eles utilizam o computador dos outros para auxiliar o processamento.

Como assim? Algumas pesquisa devem ser feitas “na mão”, no laboratório, para a comprovação e testes reais. Em outros casos, as coisas se dão por modelagem matemática ou testes estatísticos. Nestes casos, as pesquisa são feitas nada mais nada menos do que por computadores! Claro que houve algum PhD muito bão que fez um programa específico que realizasse todas as contas e testes corretamente, mas depois disso é só rodar e deixar rodando.

Não é como carregar um vídeo no youtube, são contas infinitas (MESMO) e precisam de anos de processamento, mesmo com os computadores mais brutos que existem. MAS, importante, ele não vai travar seu computador, sequer deixá-lo mais lento! Se ficar mais lento, eu JURO que é apenas impressão sua. Confirmo isso agora que estou usando o software.

GRID, do inglês “grade” ou “rede”, é o termo utilizado para uma união de computadores processando a mesma sequencia para acelerar seu término.

Seu computador conectado à internet ajuda as pesquisas mais brutas do mundo! Graças a algum experto que desenvolveu uma forma de juntas as informações pela internet :)

Ajude você também. O link abaixo dá explicações e um passo-a-passo para você também gridAR

http://www.eugrido.com.br/

COP15 – ???

21° dezembro, 2009

E é aqui que o capitalismo erra, sempre errou e continuará errando:
dar valor ao dinheiro.

Já foram medidos os níveis de gases na atmosfera das últimas décadas, séculos, e não há como negar que a concentração de CO2, CH4, NOx e SOx cresceram.
Não há como negar que é ação do homem.
PODE-SE, sim, duvidar sobre qual a participação disso nas mudanças climáticas.
Mas as dúvidas tem mais a ver com “cinismo” do que “ceticismo”.

O problema é conhecido. A solução também.

É fácil dar dinheiro. É simples, rápido, indolor. Exceto quando não se tem esse dinheiro. Mas isso não existe para os países. Não são os chefes que pagam, são o povo!
Afinal, se houvesse UMA conta corrente de um país, a entrada seriam os impostos, e a saída seriam obras e serviços públicos (fazendo uma simplificação forçada).
Então é fácil dar dinheiro, ainda mais sabendo que seus bancos, usinas, fábricas e carros não pararão. A mudança se dá com trabalho, esforço, tempo, dedicação. E isso falta ao capitalismo, exatamente pelo vício em “dar valor ao dinheiro”.

É lamentável, triste e previsível.

Voltamos às antigas revoluções: só interessa ao povo, mas só acontece quando o problema cresce … e atinge os chefões.

sodade

12° dezembro, 2009

Sentir falta é diferente de saudade…

Sentir falta existe em qualquer idioma, saudade não. Dúvido que o sentimento seja exclusivo de brasileiros, mas a palavra o é.

Sentir falta é como lembrar de um brinquedo, que nunca deixou de ser legal, mas que você nunca mais brincou. E na verdade, já prefere outro. Sentir falta é mais “nostalgia”. Embora seja “sentir”, não é lá tão sentido.

Saudade, se sente até do que nunca se teve, nunca se viu. Saudade, se sente antes da perda, da partida. Saudade…

Eu gosto de escrever aqui, não escrevo a mais de mês, e sinto falta. Mas não tenho saudade dos tempos que escrevia bastante.

Sinto saudade de uma amiga de partiu hoje. HOJE! (partiu = viajou, não morreu)

Se preferir o contrário, é a diferença entre querer algo, e o desejo por algo. Definiu Clarice Lispector:

ficava faminta mas não de comida, era um gosto meio doloroso que subia do baixo ventre e arrepiava os bicos dos seios e os braços vazios sem abraços.”

É MAIS que querer. É MAIS que sentir falta.

Saudade… é desejar e saber que não pode ter.

(perdoem-me os letristas que saibam definir “saudade”, mas essa é minha explicação, uma palavra por outras)

Brasil, o atual credor do FMI.

20° outubro, 2009

Emprestamos ao FMI. Somos credores. \o/ UHULL!

Eu digo credo! Porque não gosto do capitalismo.
Mas JÁ QUE estamos nele, vou trabalhar, ganhar dinheiro para comprar um CD e ouvir a hora que quiser (Ah! Como é bela a vida capitalista).

Lembrando que nem só de consumidores vive o mundo, o Brasil vai receber taxas de juros. As mesma odiadas por todos nós desde nossa cartidão de nascimento, será agora adorada por ter invertido de posição. (Parece a Geni)
Se temos dinheiro em caixa, que seja investido. E foi! Teremos lucro! \o/
Mas isso é capital sem transformação social. É um investimento financeiro com retorno financeiro e para quem meche com o financeiro e entende de financeiro e….

E eu tenho medo disso.

Dinheiro na mão é vendaval! Ou não é?
Só acredito no potencial de um dinheiro em caixa quando ele sai do caixa e vira algo real.
Até lá, estou hesitante.

E só pra constar, foi criado o Banco do Sul, um similar do FMI apenas entre a América do Sul, deles para eles.

E o Brasil insiste no FMI.

Afinal, juízes não erram? E podemos fazer algo?

19° outubro, 2009

Só neste ano, juízes foram alvo de 113 sindicâncias

“”"As investigações podem começar, ainda, de denúncias que qualquer cidadão ao CNJ”"”
Deixo aqui o link original e todo o texto, sem alterações.

Só comento que, mais uma vez, estamos melhorando a passos largos!

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091018/not_imp452363,0.php

Punição máxima, no entanto, é aposentadoria com direito a salário
Motivo de resistência entre magistrados desde que surgiu, no final de 2004, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) passou seus quatro primeiros anos sem apresentar números significativos no que diz respeito, por exemplo, a investigações de juízes e desembargadores suspeitos de corrupção. De um ano para cá, tudo mudou. São 113 sindicâncias abertas em 2009, contra apenas 15 no ano passado, um crescimento de 653%.
O CNJ passou a cumprir a atribuição de mapear desvios éticos e disciplinares de um poder historicamente avesso a ser fiscalizado. Desde que foi instalado, em junho de 2005, o modus operandi também mudou. Agora, o conselho tem recorrido até a expedientes de polícia, como análise de variação patrimonial e de movimentações financeiras dos juízes. O centro nevrálgico da mudança é a Corregedoria Nacional de Justiça, instância do CNJ planejada para fiscalizar desvios disciplinares de juízes e solucionar o mau funcionamento de fóruns e tribunais.
Sob o comando do ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de setembro de 2008 a setembro deste ano a corregedoria abriu 5.358 procedimentos para apurar desvios de toda ordem no sistema judiciário brasileiro, desde falhas processuais e administrativas até venda de sentenças.
Nos primeiros quatro anos, tendo à frente outros dois ministros do STJ, Antônio de Pádua Ribeiro, hoje aposentado, e César Asfor Rocha, atual presidente do tribunal, a corregedoria abriu apenas 28 sindicâncias. Das 113 abertas neste ano, dez já se transformaram em processos administrativos disciplinares, que podem custar o emprego dos investigados.
Sete magistrados foram afastados preventivamente e quatro, aposentados compulsoriamente. É a pena máxima a que um juiz pode ser submetido na esfera administrativa. E ainda tem direito a salário proporcional ao tempo de trabalho, que só perde após uma sentença final.
NA GAVETA
Os afastamentos recentes foram no mês passado. Envolvem três magistrados do Tribunal de Justiça da Bahia. Maria de Fátima Silva Carvalho é acusada de assinar sentenças escritas pelos próprios acusados e Janete Fadul de Oliveira, de receber R$ 700 mil para decidir em favor de uma empreiteira.
A pedido do Ministério Público, o processo começou a tramitar no tribunal baiano, mas os desembargadores entenderam que não havia elementos para abrir ação penal. O relator, desembargador Rubem Dário, também era investigado sob suspeita de venda de sentenças. O processo subiu para o CNJ e tanto as juízas quanto Dário foram afastados preventivamente das funções.
O rol de juízes afastados inclui até um desembargador-corregedor, Jovaldo dos Santos Aguiar, do TJ do Amazonas. Encarregado de investigar seus pares, ele fazia o oposto. Durante inspeção nos escaninhos do desembargador, o CNJ descobriu que, dos 39 procedimentos instaurados para investigar magistrados, 16 estavam na gaveta. Ainda no Estado, o CNJ afastou mais dois magistrados. O desembargador Yedo Simões e o irmão, Elci Simões, são suspeitos de favorecer um político.
Outro recém-afastado é o desembargador Edgard Lippmann Júnior, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, corte de segunda instância da Justiça Federal com sede em Porto Alegre e jurisdição em todo o Sul. É acusado de beneficiar uma casa de bingo em troca de dinheiro.
FURANDO A FILA
Na Paraíba, o CNJ afastou o desembargador Marcos Antônio Souto Maior, acusado de assinar despacho sob medida para que um assessor de seu gabinete conseguisse furar a fila de precatórios do governo local.
À época ele presidia o TJ e, no despacho, determinou o sequestro de R$ 147 mil para quitar o precatório do assessor, que ocupava o 23º lugar na fila. Por ordem do CNJ, Souto Maior passou a receber salário proporcional ao tempo de serviço.
Na lista de magistrados aposentados compulsoriamente por ordem do conselho estão dois juízes do trabalho. Um deles, Suenon Ferreira de Sousa Júnior, do Pará, foi acusado de retardar decisões e criar embaraços a advogados que não lhe emprestavam dinheiro.
O outro juiz do trabalho punido é Paulo Barbosa dos Santos Rocha. Para o CNJ, ele tinha conduta incompatível com o cargo. Em uma briga de família, teria pedido a um delegado que fizesse ameaças a um parente.
Os processos surgem de várias maneiras. Por vezes, como no caso da Bahia, após os tribunais de origem não adotarem as providências necessárias. As investigações podem começar, ainda, de denúncias que qualquer cidadão ao CNJ. Quando há indícios para instaurar sindicância, o conselho inicia a apuração, como um inquérito policial.
Se há suspeita de corrupção, a corregedoria conta com o auxílio da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). “O CNJ se consolidou como o grande interlocutor da sociedade com o Judiciário e vem adotando medidas drásticas quando se trata de infrações disciplinares ou desvios de conduta”, afirma Dipp.

“Bem vindo ao mundo adulto”

17° outubro, 2009

Maioridade penal. O que deveria determinar isso?
Seria o limite, aproximado, estimado, conceitual, de quando uma pessoa provavelmente pode responder por si mesma.

Eu digo 14 anos. Ou a idade média com que alguém conclui o ensino fundamental (que tem, agora, 9 anos).
O cidadăo, que já pode ser chamado assim, sabe resolver uma equaçăo do 2º grau; já conhece seu aparelho reprodutor; sabe quais săo os continentes do mundo e os principais países (G-8, BRIC, …); sabe que o Brasil produz e exporta soja e ervas medicinais; sabe que álcool e pólvora pegam fogo e que em uma câmara bem vedada um explosăo pode fazer uma máquina “sair do lugar”.
Por que ele năo sabe que roubar é errado? Agredir, estrupar, uso de drogas (é simplesmente proibido, e faz mal), depredaçăo de bens alheios (públicos ou năo), etc.

SERÁ MESMO que a pessoa năo tem conhecimento para isso? Năo tem capacidade intelectual para isso? Ou năo teve oportunidade de aprender? Isso se ensina na escola! Mesmo que a “educaçăo” seja tarefa dos pais, ela é 50% dada na escola, querendo ou não!
Portanto, 15 anos é uma boa.

Mas năo paremos por aqui. Sejamos completos. Respondendo por si coloca a pessoa ao lado de todos os demais? Năo, na minha opiniăo.

Tanto o julgamento como as penalidades devem ser conduzidas diferenciadamente. E isso deve valer até os 18 anos.
18 anos pois alguém que é obrigado a votar TEM de responder por si mesmo PLENAMENTE!
Esta é a idade do ensino médio, que faz parte do ensino básico, que é obrigatório.
O governo exige o ensino básico e deve dar possibilidade a todos. Entăo já excluimos a prisăo (Salvo casos de segurança pública, como homicidio doloso).
O ensino fundamental ainda é a única exigência para vários cargos públicos. Olha a incoerência: o “ser” é obrigado a estudar o ensino médio mas já pode trabalhar. Pode trabalhar mas năo pode responder por si mesmo! \o/ que festa é essa?
Considero que com o ensino fundamental concluído todos săo capazes (salvo casos especiais) de entender o certo e o errado, limites, e responder por seus atos, mas é claro que deve ser acompanhado por responsáveis, ter pena branda e SEMPRE educativa (corretiva), năo simplesmente penal.
E isso nada tem a ver com a “CASA”, antiga FEBEM. Pois aquilo é uma prisăo, bem dita.
O jovem que apresentar má conduta deve ser mais bem acompanhado, com tratamento especial por determinado tempo, e năo ficar recluso, pagar dinheiro ou outra futilidade que ele irá desdenhar certamente.

É discutindo sobre o assunto e não ficando em cima do muro que um dia conseguiremos dizer ao governo “a nossa opinião é essa” e eles terão de aceitar.
Respondam, comentem, dêem continuação.

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