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31° Julho, 2008

e a notícia que não queríamos ver

Arquivado em: Politicagem:Brasil e mundo — gsmohor @ 5:03 pm

O número de mortes em acidentes de trânsito superou o de homicídios dolosos (com intenção) no segundo trimestre do ano, informou hoje a Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP), da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP). No período, foram registradas 1.222 mortes por acidentes de trânsito, contra 1.047 assassinatos. Com base nos números, a secretaria afirma que em todo o Estado é mais arriscado morrer em um acidente do que assassinado.

De acordo com a secretaria, a chamada lei seca para motoristas, que já reduz o número de acidentes no trânsito em São Paulo, não influenciou nos números porque entrou em vigor em 20 de junho, apenas dez dias antes de as estatísticas serem fechadas.

Portanto, essa notícia não será mais realidade     \o/

a notícia que todos esperavam:

Arquivado em: Politicagem:Brasil e mundo — gsmohor @ 7:16 am

Os 30 hospitais públicos estaduais da Região Metropolitana de São Paulo contabilizaram uma economia de aproximadamente R$ 4,5 milhões no primeiro mês de vigência da chamada “lei seca”, segundo a Secretaria de Estado da Saúde paulista. Em um ano, a economia seria de R$ 54 milhões, o que equivale ao custo anual de um hospital estadual de médio porte, com cerca de 200 leitos, como o de Taipas e o da Vila Penteado, ambos na zona norte. As Informações são do jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com a secretaria, com R$ 54 milhões, também seria possível construir um hospital do mesmo porte. O orçamento anual da secretaria é de R$ 9 bilhões. A economia de R$ 4,5 bi se deveu à redução do número de acidentes graves de trânsito provocados pela ingestão de bebidas alcoólicas. A quantidade dos atendimentos a motoristas bêbados, um mês após o início da “lei seca”, caiu à metade nos hospitais estaduais paulistas.

23° Julho, 2008

parlamentar é parlamentar, até na Italia!

Arquivado em: Politicagem:Brasil e mundo — gsmohor @ 8:42 am

O Parlamento da Itália aprovou legislação nesta terça-feira que dá ao primeiro-ministro Sílvio Berlusconi imunidade a processos penais durante seu mandato.

A proposta foi aprovada no Senado por 171 votos a favor e 128 contra. A Câmara dos Deputados endossou a medida no mês passado. A legislação protege os ocupantes dos quatro principais cargos do país – primeiro-ministro, presidente, e presidentes das duas casas do Parlamento – de processos, pela duração de seus mandatos.

Mas uma carta de protesto, preparada por cem destacados advogados constitucionalistas, diz que isso só vale em relação a França, Portugal e Grécia, onde é garantida imunidade apenas ao chefe de Estado, mas não a chefes de governo e outras autoridades.

fonte: BBC

Ou seja, o cara que é BEM acusado de corrupção, e faz tempo, e que tem poder de fogo, agora consegue imunidade! Já não chega o pessoal que o elegeu, agora colocam essa medida.

Não sei não, mas parece que a Itália quer se aproximar do Brasil. Compra nossos jogadores, e agora importa até coisas erradas que acontecem aqui.

8° Julho, 2008

vai uma dica de português?

Arquivado em: não sei! — gsmohor @ 2:33 pm

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Em um período composto (período com mais de uma oração [oração é uma construção com sentido completo, basicamente composto de um verbo e complementos]) encontramos “que” e “se” como as peças mais populares para se interligar as orações principal e subordinada.

Com isso em sua frente, perceba neste exemplo:

“Os investidores não sabiam que a bolsa ia quebrar”

“Os investidores não sabiam se a bolsa ia quebrar”

1- “que” – os investidores não sabiam, mas o autor sabia!

2- “se” – os investidores não sabiam, nem mesmo o autor!

Esta regra é bastante útil, faz uma diferença muito grande quando estamos tratando de um texto técnico ou jornalístico, não só para escrever como ler, interpretar corretamente o que nos é informado.

de férias, com muito a fazer, estou estudando nossa língua portuguesa…

Minha querida língua me diz coisas inúteis, como a classificação de orações subordinadas substantivas objetivas indiretas, mas ainda tenho muito o que aprender. Coisas úteis!

dois lados da mesma inflação…

Arquivado em: Politicagem:Brasil e mundo — gsmohor @ 8:51 am

Meus cumprimentos ao Sen. José Agripino (DEM), por conseguir finalmente me esclarecer sobre a tal bagunça que se chama inflação.

Tem a inflação por demanda. É a parte forte da seção alimentos. O mundo tem mais habitantes, os habitantes têm mais dinheiro (a economia toda cresce) e não houve um acréscimo proporcional na produção de alimentos.

Isso aumenta o preço do alimento para exportação. Já ouviu que o Brasil é o celeiro do mundo? Então. Ele é. E os produtores aumentam seu preço, não só no exterior, mas aqui também.

Foi como um autor do Estadão disse, que estão com medo de perder dinheiro, de perder a chance, e não perdoam: aumentem o preço para conseguir tudo que puderem neste momento.

O outro lado: os custos. No Brasil, a infra-estrutura está debilitada. Assim como a produção de alimentos, o país “sofre” um grande crescimento, mas não foi acompanhado de investimentos. o PAC é realmente a solução. Veio em boa hora. Mas a inflação deu o bote antes do previsto. E agora precisamos de hidrovias, que estão sendo preparadas, mas precisamos de alguns anos. As ferrovias estão [ALELUIA] sendo reutilizadas e recebendo investimentos. Mas…  tempo, tempo, mano velho… falta tempo.

O que o governo propôs: conservadorismo, “segurança” econômica. Maior arrecadação, maiores impostos. Isso gera receita à união, a receita pode virar investimento ou pagamento de dívidas. Do outro lado, os consumidores compram menos, já que existem taxas, freando o crescimento.

Será uma idéia boa?

o Senador deu uma idéia mais … óbvia até. Não que ele tenha colocado passo-a-passo como realizar tal aventura, mas o momento pede investimentos. O momento é de uma bagunça, mas uma bagunça positiva, que poderia SIM ser um aumento de postos de trabalho, de produção final, de exportação, de estoque, de tudo. Bastasse uma bos estratégia arriscada mas que visasse o crescimento. o OPORTUNISMO que o governo não demonstrou.

6° Julho, 2008

ingresso de jovens ao crime…

Arquivado em: Politicagem:Brasil e mundo — gsmohor @ 5:50 pm

lendo um texto analisando a situação do crime organizado nas zonas mais urbanas do Brasil, deparo-me com a seguinte colocação:

“A possibilidade de ter um rendimento financeiro melhor do que com um trabalho formal funciona como estímulo à entrada dos jovens no mundo do crime”

Algo a se pensar. Não bastasse a educação (estou colocando aqui EDUCAÇÃO, que é diferente de ENSINO), o mercado de trabalho exigente e baixos salários contribuem para a manutenção do crime como organização.

e ainda:

“Frequentemente a atividade é curta, interrompida pela morte ou pela prisão”

Menos mal! Imagina quando houver um plano de investimento e aposentadoria nesse meio?

5° Julho, 2008

Um pouco sobre a crise dos alimentos

Arquivado em: Politicagem:Brasil e mundo — Leandro @ 3:27 pm

Alta no preço do petróleo, protecionismo, incentivos ficais, competitivididade, especulação – são vários os fatores envolvidos na relação entre os agrocombustíveis e a crise na produção de alimentos. Apesar dos biocombustíveis serem utilizados há mais de 30 anos no Brasil, de forma a se incorporarem à economia, e alguns gêneros agrícolas não competirem territorialmente com a produção de alimentos, a tendência mundial em busca de alternativas energéticas tem comprometido a produção alimentícia.

Em se tratando de gêneros agrícolas destinados à produção de combustível, pode-se observar uma certa predominância de espécie em cada nação. Cana-de-açúcar, no Brasil, milho, nos Estados Unidos, beterraba, em diversas regiões da União Européia. Atualmente, metade da colheita de cana brasileira é destinada à produção de etanol, enquanto a outra é empregada no setor alimentício. Porém, a cana-de-açúcar não é a base alimentícia do povo brasileiro. Já o milho é largamente utilizado pela indústria de alimentos Norte-Americana, o que gera uma competição entre colheitas destinadas à alimentação e à energia. Esse quadro torna instável a disponibilidade de alimentos nos Estados Unidos, pois fatores como as variações no preço do petróleo, incentivos fiscais e até mesmo a especulação do mercado acionário fazem as colheitas destinadas à alimentação serem deslocadas para produção de agrocombustíveis.

Outro fator chave que influencia na crise dos alimentos é a relação entre a competitividade e o protecionismo, atrelados à questão dos biocombustíveis. Como diferentes gêneros agrícolas são utilizados por nações distintas, o clima, o rendimento da espécie cultivada e outros fatores relacionados à estrutura geográfica ditam qual espécie terá maior custo-benefício, gerando uma acirrada competição entre os produtores e consumidores de agrocombustível, em âmbito internacional. Isso reforça o protecionismo, intensificado para defender a produção nacional tanto de alimentos, como de etanol. Quando as barreiras comerciais para os alimentos sobem, a produção de agrocombustível cresce e, consequentemente, a área destinada a ela, fazendo com que as safras seguintes de comida diminuam, principalmente se forem usadas espécies agrícolas distintas para fins distintos.

Essa situação não prejudica os pequenos produtores, pois estes possuem certa flexibilidade na produção, mas se não houver planejamento e controle dos subsídios para a produção de etanol, os gêneros agrícolas alimentícios podem perder espaço. Portanto, tendo em vista os diversos fatores que podem alterar o delicado destino do produto agrícola, é necessário que também existam incentivos para os produtores de alimento, de forma a balancear o número de terras agriculturáveis em função dos biocombustíveis e dos alimentos, estabilizando a situação da futura crise alimentícia.

PS: Finalmente escrevi algo no blog! Muito prazer, meu nome é Leandro e este foi um pequeno ensaio meu sobre a crise internacional dos alimentos.

Lei seca… inverdades e preconceitos…

Arquivado em: Politicagem:Brasil e mundo — gsmohor @ 1:41 pm

Começo pela própria lei:
Art. 165. Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência***:
Infração – gravíssima;
Penalidade – multa (cinco vezes R$ 191,54) e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses;
Medida Administrativa – retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado e recolhimento do documento de habilitação.

Tolerância-
DETRAN RESPONDE:
Enquanto o Contran não definir as margens de tolerância, essa será considerada 2 decigramas por litro de sangue ou um décimo de miligrama por litro de ar expelido dos pulmões para todos os casos.
Segundo a nova redação do artigo 165 do CTB, dirigir sob a influência de álcool (qualquer índice) caracteriza infração de trânsito, no entanto, a própria lei trouxe a previsão de margens de tolerância visando garantir que condutores incluídos nos casos especiais não sejam prejudicados, além de considerar também uma possível margem de erro do equipamento.


Prisão?

Art. 306. Conduzir veículo automotor, na via pública, estando com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a 6 (seis) decigramas, ou sob a influência de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência:
Penas – detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.

Bombom de licor – posso me recusar ao teste?
Denilson Storai, no Batalhão de Trânsito da capital, afirma que “Caso duvide do resultado, o motorista pode pedir para que o policial repita o teste após alguns minutos”. Isso é suficiente para provar que não está realmente sob efeito do álcool.

E os bares?
A lei também prevê a proibição da venda de bebidas alcoólicas em zonas rurais das rodovias federais. Mantém a liberação para a venda de bebidas alcoólicas nos perímetros urbanos das rodovias federais, mas prevê multa de R$ 1.500 para os comerciantes que venderem nas áreas rurais das estradas. Em casos de reincidência, o valor da multa será dobrado.
Novamente: …em zonas rurais das rodovias federais…

então…
apesar da multa altíssima, e da possibilidade altíssima de policiais corruptos se aproveitarem um pouco (como se aproveitam de caminhoneiros em todas as BRs), a lei dá sim a chance para o motorista correto, dá a possibilidade de descer alguns goles, e não “quebra” o mercado de bebidas.

4° Julho, 2008

indicadores, e mais indicadores…

Arquivado em: Politicagem:Brasil e mundo — gsmohor @ 2:20 pm

lendo o Almanaque Abril (sem fazer propaganda, mas ele é bem completo) passo pela seção de índices. Brasil, por estados, e Brasil-Mundo.
Algo que vejo é a melhora que o Brasil apresenta em TUDO.
(de 91 para 06 é o que eu levo em consideração)

Em comparação com o mundo, vejo um país engatado, que está alcançando bons patamares, mas ainda com muito a fazer.

Porém, meu pensamento caminhou por outra plataforma: as discrepâncias internas. Por zonas ou por UFs, nosso país é bastante incoerente. Como paulista e morador de MG eu fico feliz em ver os melhores índices que aparecem por aqui. Mas é com tristeza que vejo os índices médios. Não que eles sejam tão deploráveis. Não são. Mas ao saber que minha região está bem, e o valor médio está abaixo, então existem diversas regiões com valores BEM mais baixos.

Como eu gostaria de ver um
BR = 0,3; SP=0,3
ou
BR = R$1700; MG = R$1700

e assim vai…

1° Julho, 2008

mas é só hoje, e isso passa…

Arquivado em: Filosofia de não-filósofos — gsmohor @ 1:49 pm

tudo passa, tudo passará

e se lembre daquela raiva que virou piada

o momento que antecede o esclarecimento, e os pensamentos ingênuos ou exagerados…

as humilhaçoes que foram planejadas, todas as vinganças fatais…

todas caladas num breve “me desculpe”

todas as horas perdidas de sono, sendo que depois do sono você acorda igual, e percebe que tudo aquilo foi banal, e você ainda perdeu tempo se preocupando, até mesmo brigando.

sim, também é ingênuo dizer que “tudo passa, TUDO passará”, mas certamente você pode filtrar a maioria, guardar somente o bom, esquecer o ruim, e melhorar o que der (se não fica fácil demais)

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