Eça de Queiroz
EXCELENTE escritor português.
RICO em detalhes, O Crime do Padre Amaro chega a ser difícil de ler, pelo acúmulo de informações, até informações desnecessárias, como ao citar características do pai falecido de uma amiga de um chantre. ![]()
Juntamente com Machado de Assis coloco Eça dentre os escritores “mestres” por terem a capacidade de imaginar uma situação e descrevê-la em detalhes cada pensamento, desejo, revolta, sinais físicos e resoluções amorosas, de raiva, de alegria e tudo mais. Até o pensamento do musgo alheio que observava o protagonista numa tarde chuvosa.
e aqui um acréscimo para falar sobre os padres.
Esse que eu desconheço completamente. Talvez nunca tenha dito um “olá” para um padre. Já cumprimentei um Pastor (evangélica, não é assim que dizem por lá?), e só.
Mas o livro mostra uma situação realmente polêmica, e a mesma sociedade problemática de várias outras obras dele ou de outros autores e até de outros países e épocas, mas o problema do padre é: amo e não nego, porém não posso.
como citado no livro, um belo dia um bispo disse “serás casto” e assim ficou. Mas como pode um ser humano, um animal, de carne e osso, se omitir dos desejos e necessidades da mesma carne?
se esforçam, percebe-se, parabéns aos padres! em sua missão sagrada, grandiosa, a qual eu fico de fora, mas eu não conto nesse aspecto.
padres e “profissões” do ramo possuem uma exigência que não é possível comprovar em vestibulares ou qualquer teste vocacional: a devoção, adoração e trilhar o único caminho para/ até/ a favor de/ em conjunto/ por/ … Deus.
amém!!!! (hahaha desculpe-me as brincadeiras, não posso deixá-las de fora)