acolhido e alimentado, aquecido, amaciado.
É aquele se percebe ser um tal,
um tal que sofre desigualdades,
um tal que é destaque,
não na capa da revista, mas nos comentários e olhares por cima dos ombros,
é um tal que se sente atarefado, incumbido de algo, separado.
Um estranho. Estranhamente, no mesmo ninho de todos os outros.
Os outros não são meros “outros”, mas protagonistas, mas sim ele, “O” estranho, é que é mero figurante.
Mas veja bem,
que pessoa no mundo tem visão igual? que dois no mundo têm a mesma visão de mundo, se nem mesmo enxergam a mesma coisa?
Se teu irmão (que é TEU IRMÃO) é tão diferente assim, que dirá daqueles que nunca o viram?
Estranho no ninho é se sentir assim.
Ser assim, é exatamente o normal.
Normal é ser diferente.
Ser igual?
Isso é estranho!
“Querer o meu não é roubar o seu…”
“Já não há mais culpado, nem inocente. Cada pessoa ou coisa é diferente. Já que é assim, baseado em que você pune quem não é você?”
RAUL SEIXAS
Comentário por Alexandre — 13° Julho, 2009 @ 10:27 pm |
Todos somos estranhos no ninho.
E o ninho é o mundo em que vivemos: nosso mundo.
Onde há muita gente transitando nele e quem nem dele faz parte.
Melhor assim, não acha?
Comentário por Euzer Lopes — 21° Julho, 2009 @ 11:45 pm |
é, bem isso.
Mas assim o é quem o quer. Se somos todos estranhos, não somos todos igualmente estranhos?
Comentário por Anônimo — 22° Julho, 2009 @ 9:36 am |