O perigo do futuro
É uma coisa inventada, da mente. Por conceito, estatística ou intuição, é fruto da imaginação.
Mas é tão real quanto o passado na memória (este sim, são fatos).
Como é difícil não enxergar o futuro. Pensar no futuro (e é só isso que se pode fazer com ele) e enxergar interrogações, ou um preto infinito. É difícil.
Não ver o futuro tira a esperança. Esperança de vencer, de chegar, de ocorrer, de ser.
Sem esperança, como se motivar? Não se sabe onde vai chegar, nem onde se pretende chegar, muito menos como chegar. E o que se faz, então, com o presente?
É difícil.
Só não é pior pelas coisas que se repetem. Essas sim, estão na memória, são bem conhecidas, finalizadas, e por assim ser dão uma motivação de conseguir realizá-las novamente.
Se ater ao conhecido é um caminho. Funciona.
Mas que droga! A vida não é uma repetição! Que bom que não é, mas que droga neste momento…
Cuidado com o futuro. Ele te prende. Prende seu presente.
Há quem diga que é o divino que acende a luz e indica o caminho para o futuro.
Tão inexplicável, é realmente aceitável acreditar nisso. Ser ateu é meio que se ater. O contrário é (uma das) forma(s) de expansão.
O final do texto é um tanto ambíguo, mas dá o que pensar.
Gostei.
a preocupação com o futuro só existe na mente humana… também só ela cria religiões… é o medo de não ser bom o suficiente, de chegar “lá” (lá onde … ???) e não ter “conseguido” (conseguido o que …???). somos criadores de futuro. pra nosso azar…