a neW BraSil

16° Fevereiro, 2009

Desajustes dos esportes

Arquivado em: Seção Cultural — gsmohor @ 8:54 am

Enquanto Kaká, campeão mundial, integrante de um time de 11 (na verdade mais) recebe uma proposta em que mais de 100 milhões de Euros caíriam na mão dele num único dia, Rafael Nadal, com quase a mesma idade de Kaká, jogador de tênis, atual campeão de quase todos os grandes campeonatos, soma no total de sua carreira, prêmios de 23 milhões.

Kaká é um jogador diferencial em qualquer equipe. Foi justamente eleito o melhor do mundo há 2 anos.
Nadal depende de si, e unicamente de si, para ganhar alguma coisa. Uma dor no joelho em um jogo (que chega a ocorrer de 2 em 2 dias) o tira do campeonato, e os possíveis 2 milhões em prêmio passam a 15 mil. Isso em um grande campeonato, pois um pequeno lhe dá um quarto disso.

Ambos treinam fortemente, ultrapassam seus limites, fisica e psicologicamente. Ambos são reconhecidos. Mas existe o mundo futebol, o mundo do maior campeonato, e o mundo do tênis. Sem maiores observações.
Se analisarmos atleta a atleta, Nadal merece mais prêmios que Kaká, C. Ronaldo, Ronaldo fenômeno e outros.
Mas o que ocorre?
O nosso mundo, é o mundo futebol. Os outros mundos são bancados apenas por seus próprios membros.

6° Dezembro, 2008

que tal cultura? – Eça de Queiroz

Arquivado em: Seção Cultural — gsmohor @ 7:19 am

Eça de Queiroz
EXCELENTE escritor português.
RICO em detalhes, O Crime do Padre Amaro chega a ser difícil de ler, pelo acúmulo de informações, até informações desnecessárias, como ao citar características do pai falecido de uma amiga de um chantre. :)
Juntamente com Machado de Assis coloco Eça dentre os escritores “mestres” por terem a capacidade de imaginar uma situação e descrevê-la em detalhes cada pensamento, desejo, revolta, sinais físicos e resoluções amorosas, de raiva, de alegria e tudo mais. Até o pensamento do musgo alheio que observava o protagonista numa tarde chuvosa.

e aqui um acréscimo para falar sobre os padres.
Esse que eu desconheço completamente. Talvez nunca tenha dito um “olá” para um padre. Já cumprimentei um Pastor (evangélica, não é assim que dizem por lá?), e só.
Mas o livro mostra uma situação realmente polêmica, e a mesma sociedade problemática de várias outras obras dele ou de outros autores e até de outros países e épocas, mas o problema do padre é: amo e não nego, porém não posso.
como citado no livro, um belo dia um bispo disse “serás casto” e assim ficou. Mas como pode um ser humano, um animal, de carne e osso, se omitir dos desejos e necessidades da mesma carne?
se esforçam, percebe-se, parabéns aos padres! em sua missão sagrada, grandiosa, a qual eu fico de fora, mas eu não conto nesse aspecto.
padres e “profissões” do ramo possuem uma exigência que não é possível comprovar em vestibulares ou qualquer teste vocacional: a devoção, adoração e trilhar o único caminho para/ até/ a favor de/ em conjunto/ por/     … Deus.
amém!!!! (hahaha desculpe-me as brincadeiras, não posso deixá-las de fora)

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