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Não entender.

22° janeiro, 2010

Não vou tentar dizer com minhas palavras o que Clarice Lispector, em  O Livro dos Prazeres, disse com seu jeito sucintamente complicado de dizer as coisas.

Mas não é complicado. É só diferente.

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“Não entender” era tão vasto que ultrapassava qualquer entender —
entender era sempre limitado. Mas não-entender não tinha fronteiras e levava ao infinito,
ao Deus. Não era um não-entender como um simples de espírito. O bom era ter uma
inteligência e não entender. Era uma bênção estranha como a de ter loucura sem ser
doida. Era um desinteresse manso em relação às coisas ditas do intelecto, uma doçura de
estupidez.
Mas de vez em quando vinha a inquietação insuportável: queria entender o
bastante para pelo menos ter mais consciência daquilo que ela não entendia. Embora no
fundo não quisesse compreender. Sabia que aquilo era impossível e todas as vezes que
pensara que se compreendera era por ter compreendido errado. Compreender era
sempre um erro — preferia a largueza tão ampla e livre e sem erros que era não-entender.
Era ruim, mas pelo menos se sabia que se estava em plena condição humana.

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Pulem este Post. É serio!

21° janeiro, 2010

este post é para não ser lido. Pule.


O que digo aqui precisa ser dito. Mas não interessa a ninguém, é sobre alguém, mas não lhe deve ser interessante.
Só a mim interessa, e interessa expelir, eternar, gritar, vomitar e me livrar.

Eu sei, é um doce te amar, o amargo é querer-te pra mim.
E eu passei a te querer. Um egoísmo.
Nem é querer-te só para mim, mas também.
Sabe que não sou de dizer as coisas sem pensar, sabes que não ouso falar algo sem ter certeza. Não diria algo que pudesse ser mera empolgação momentânea.
Eu digo: eu te amo.
Se tenho certeza? Não. Não tenho certeza de mais nada. Só sei (ou seja, sinto) que nunca houve alguém como você. Ninguém me tocou como você, ninguém fez efeito, me deu insônia, me completou.
Sabe como você me completou? Tirando-me dos eixos, negando o que eu pensei saber, dando informações novas e me deixando completamente perdido!
Sou novo! Fui apagado, e você me completou.
Não será só sentir. Eu quero fazer. Eu quero ler um livro todo em seu olhar. Eu quero estar na sua frente pra qualquer perigo e ao seu lado pra toda aventura. Eu quero querer! Quão amplo é isso!
Pouca coisa me importa agora. Eu só quero atingir meu melhor naquilo que lhe for útil ou agradável. O resto? Não importa.
É difícil, tenho resquícios da antiga pessoa que me habitava. Tenho anseios e hesitações, bloqueios ainda. E prevejo: não terei nenhum!
Seria estranho saber que o que eu era eu não sou mais e um novo alguém surge a cada dia? Tem que ter coragem. Essa tal que eu nunca tive….
Calmae! “Eu” quem? Eu não existia! Eu sou novo! Você me fez recentemente, e com coragem!
Terei coragem para dizer, tentar, arriscar, perder, cair, errar e em pé de novo continuar. Cada dia melhor.

Seria mais fácil continuar quem eu era. Seria fácil ser apenas “eu”, apenas “um”. É tão simples. Faz o que quer como quer a hora que quer. Não precisa mudar, não precisa arriscar, não precisa descobrir. Não quero mais isso, simplesmente não me interessa mais.

Já não sigo uma linha de pensamento. Já não sei quem me ouve. Ainda terei um bom português e vou lhe explicar tintin por tintin. E com o olhar, como você faz, e como só você entende.

Eu GRIDO!

20° janeiro, 2010

Como na internet os computadores trocam dados,e  seu computador pode estar fazendo cálculos para uma pesquisa importante, como a cura do Câncer! Incrível? SIM! Impossível? Não!

Já sei, de alguns anos, que grandes centros de pesquisa utilizam a internet para ajudar seus desenvolvimentos. Eles utilizam o computador dos outros para auxiliar o processamento.

Como assim? Algumas pesquisa devem ser feitas “na mão”, no laboratório, para a comprovação e testes reais. Em outros casos, as coisas se dão por modelagem matemática ou testes estatísticos. Nestes casos, as pesquisa são feitas nada mais nada menos do que por computadores! Claro que houve algum PhD muito bão que fez um programa específico que realizasse todas as contas e testes corretamente, mas depois disso é só rodar e deixar rodando.

Não é como carregar um vídeo no youtube, são contas infinitas (MESMO) e precisam de anos de processamento, mesmo com os computadores mais brutos que existem. MAS, importante, ele não vai travar seu computador, sequer deixá-lo mais lento! Se ficar mais lento, eu JURO que é apenas impressão sua. Confirmo isso agora que estou usando o software.

GRID, do inglês “grade” ou “rede”, é o termo utilizado para uma união de computadores processando a mesma sequencia para acelerar seu término.

Seu computador conectado à internet ajuda as pesquisas mais brutas do mundo! Graças a algum experto que desenvolveu uma forma de juntas as informações pela internet 🙂

Ajude você também. O link abaixo dá explicações e um passo-a-passo para você também gridAR

http://www.eugrido.com.br/

COP15 – ???

21° dezembro, 2009

E é aqui que o capitalismo erra, sempre errou e continuará errando:
dar valor ao dinheiro.

Já foram medidos os níveis de gases na atmosfera das últimas décadas, séculos, e não há como negar que a concentração de CO2, CH4, NOx e SOx cresceram.
Não há como negar que é ação do homem.
PODE-SE, sim, duvidar sobre qual a participação disso nas mudanças climáticas.
Mas as dúvidas tem mais a ver com “cinismo” do que “ceticismo”.

O problema é conhecido. A solução também.

É fácil dar dinheiro. É simples, rápido, indolor. Exceto quando não se tem esse dinheiro. Mas isso não existe para os países. Não são os chefes que pagam, são o povo!
Afinal, se houvesse UMA conta corrente de um país, a entrada seriam os impostos, e a saída seriam obras e serviços públicos (fazendo uma simplificação forçada).
Então é fácil dar dinheiro, ainda mais sabendo que seus bancos, usinas, fábricas e carros não pararão. A mudança se dá com trabalho, esforço, tempo, dedicação. E isso falta ao capitalismo, exatamente pelo vício em “dar valor ao dinheiro”.

É lamentável, triste e previsível.

Voltamos às antigas revoluções: só interessa ao povo, mas só acontece quando o problema cresce … e atinge os chefões.

sodade

12° dezembro, 2009

Sentir falta é diferente de saudade…

Sentir falta existe em qualquer idioma, saudade não. Dúvido que o sentimento seja exclusivo de brasileiros, mas a palavra o é.

Sentir falta é como lembrar de um brinquedo, que nunca deixou de ser legal, mas que você nunca mais brincou. E na verdade, já prefere outro. Sentir falta é mais “nostalgia”. Embora seja “sentir”, não é lá tão sentido.

Saudade, se sente até do que nunca se teve, nunca se viu. Saudade, se sente antes da perda, da partida. Saudade…

Eu gosto de escrever aqui, não escrevo a mais de mês, e sinto falta. Mas não tenho saudade dos tempos que escrevia bastante.

Sinto saudade de uma amiga de partiu hoje. HOJE! (partiu = viajou, não morreu)

Se preferir o contrário, é a diferença entre querer algo, e o desejo por algo. Definiu Clarice Lispector:

ficava faminta mas não de comida, era um gosto meio doloroso que subia do baixo ventre e arrepiava os bicos dos seios e os braços vazios sem abraços.”

É MAIS que querer. É MAIS que sentir falta.

Saudade… é desejar e saber que não pode ter.

(perdoem-me os letristas que saibam definir “saudade”, mas essa é minha explicação, uma palavra por outras)

Brasil, o atual credor do FMI.

20° outubro, 2009

Emprestamos ao FMI. Somos credores. \o/ UHULL!

Eu digo credo! Porque não gosto do capitalismo.
Mas JÁ QUE estamos nele, vou trabalhar, ganhar dinheiro para comprar um CD e ouvir a hora que quiser (Ah! Como é bela a vida capitalista).

Lembrando que nem só de consumidores vive o mundo, o Brasil vai receber taxas de juros. As mesma odiadas por todos nós desde nossa cartidão de nascimento, será agora adorada por ter invertido de posição. (Parece a Geni)
Se temos dinheiro em caixa, que seja investido. E foi! Teremos lucro! \o/
Mas isso é capital sem transformação social. É um investimento financeiro com retorno financeiro e para quem meche com o financeiro e entende de financeiro e….

E eu tenho medo disso.

Dinheiro na mão é vendaval! Ou não é?
Só acredito no potencial de um dinheiro em caixa quando ele sai do caixa e vira algo real.
Até lá, estou hesitante.

E só pra constar, foi criado o Banco do Sul, um similar do FMI apenas entre a América do Sul, deles para eles.

E o Brasil insiste no FMI.

Afinal, juízes não erram? E podemos fazer algo?

19° outubro, 2009

Só neste ano, juízes foram alvo de 113 sindicâncias

“””As investigações podem começar, ainda, de denúncias que qualquer cidadão ao CNJ”””
Deixo aqui o link original e todo o texto, sem alterações.

Só comento que, mais uma vez, estamos melhorando a passos largos!

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091018/not_imp452363,0.php

Punição máxima, no entanto, é aposentadoria com direito a salário
Motivo de resistência entre magistrados desde que surgiu, no final de 2004, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) passou seus quatro primeiros anos sem apresentar números significativos no que diz respeito, por exemplo, a investigações de juízes e desembargadores suspeitos de corrupção. De um ano para cá, tudo mudou. São 113 sindicâncias abertas em 2009, contra apenas 15 no ano passado, um crescimento de 653%.
O CNJ passou a cumprir a atribuição de mapear desvios éticos e disciplinares de um poder historicamente avesso a ser fiscalizado. Desde que foi instalado, em junho de 2005, o modus operandi também mudou. Agora, o conselho tem recorrido até a expedientes de polícia, como análise de variação patrimonial e de movimentações financeiras dos juízes. O centro nevrálgico da mudança é a Corregedoria Nacional de Justiça, instância do CNJ planejada para fiscalizar desvios disciplinares de juízes e solucionar o mau funcionamento de fóruns e tribunais.
Sob o comando do ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de setembro de 2008 a setembro deste ano a corregedoria abriu 5.358 procedimentos para apurar desvios de toda ordem no sistema judiciário brasileiro, desde falhas processuais e administrativas até venda de sentenças.
Nos primeiros quatro anos, tendo à frente outros dois ministros do STJ, Antônio de Pádua Ribeiro, hoje aposentado, e César Asfor Rocha, atual presidente do tribunal, a corregedoria abriu apenas 28 sindicâncias. Das 113 abertas neste ano, dez já se transformaram em processos administrativos disciplinares, que podem custar o emprego dos investigados.
Sete magistrados foram afastados preventivamente e quatro, aposentados compulsoriamente. É a pena máxima a que um juiz pode ser submetido na esfera administrativa. E ainda tem direito a salário proporcional ao tempo de trabalho, que só perde após uma sentença final.
NA GAVETA
Os afastamentos recentes foram no mês passado. Envolvem três magistrados do Tribunal de Justiça da Bahia. Maria de Fátima Silva Carvalho é acusada de assinar sentenças escritas pelos próprios acusados e Janete Fadul de Oliveira, de receber R$ 700 mil para decidir em favor de uma empreiteira.
A pedido do Ministério Público, o processo começou a tramitar no tribunal baiano, mas os desembargadores entenderam que não havia elementos para abrir ação penal. O relator, desembargador Rubem Dário, também era investigado sob suspeita de venda de sentenças. O processo subiu para o CNJ e tanto as juízas quanto Dário foram afastados preventivamente das funções.
O rol de juízes afastados inclui até um desembargador-corregedor, Jovaldo dos Santos Aguiar, do TJ do Amazonas. Encarregado de investigar seus pares, ele fazia o oposto. Durante inspeção nos escaninhos do desembargador, o CNJ descobriu que, dos 39 procedimentos instaurados para investigar magistrados, 16 estavam na gaveta. Ainda no Estado, o CNJ afastou mais dois magistrados. O desembargador Yedo Simões e o irmão, Elci Simões, são suspeitos de favorecer um político.
Outro recém-afastado é o desembargador Edgard Lippmann Júnior, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, corte de segunda instância da Justiça Federal com sede em Porto Alegre e jurisdição em todo o Sul. É acusado de beneficiar uma casa de bingo em troca de dinheiro.
FURANDO A FILA
Na Paraíba, o CNJ afastou o desembargador Marcos Antônio Souto Maior, acusado de assinar despacho sob medida para que um assessor de seu gabinete conseguisse furar a fila de precatórios do governo local.
À época ele presidia o TJ e, no despacho, determinou o sequestro de R$ 147 mil para quitar o precatório do assessor, que ocupava o 23º lugar na fila. Por ordem do CNJ, Souto Maior passou a receber salário proporcional ao tempo de serviço.
Na lista de magistrados aposentados compulsoriamente por ordem do conselho estão dois juízes do trabalho. Um deles, Suenon Ferreira de Sousa Júnior, do Pará, foi acusado de retardar decisões e criar embaraços a advogados que não lhe emprestavam dinheiro.
O outro juiz do trabalho punido é Paulo Barbosa dos Santos Rocha. Para o CNJ, ele tinha conduta incompatível com o cargo. Em uma briga de família, teria pedido a um delegado que fizesse ameaças a um parente.
Os processos surgem de várias maneiras. Por vezes, como no caso da Bahia, após os tribunais de origem não adotarem as providências necessárias. As investigações podem começar, ainda, de denúncias que qualquer cidadão ao CNJ. Quando há indícios para instaurar sindicância, o conselho inicia a apuração, como um inquérito policial.
Se há suspeita de corrupção, a corregedoria conta com o auxílio da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). “O CNJ se consolidou como o grande interlocutor da sociedade com o Judiciário e vem adotando medidas drásticas quando se trata de infrações disciplinares ou desvios de conduta”, afirma Dipp.